Aqui ainda jaz meu cadáver, dentro deste belo caixão...
Tenho uma sensação de que ainda não chegou ao fim.
Sinto uma força enorme como nunca senti antes,
Tenho mais motivos para me sentir bem.
Uma doce canção emana de meu gélido túmulo,
Minha alma livre enfim, desfila por entre as sombras
Comemorando sua libertação eterna...
Estou me decompondo...
Minha alma está livre, mais meu cadáver
Está aprisionado dentro deste belo caixão.
Os vermes que hoje aqui vêm degustar de
Minha carne podre, aproveitam meus lindos restos...
De lá, eu me vejo em meu caixão, me decompondo
E sendo devorada por pequenos vermes,
Me purificando...
Purificando meu lindos restos,
Oh meus lindos restos!
O odor que emana de meu cadáver
Em decomposição, se torna o doce,
E agradável perfume,
Que um dia emanou das flores
Que em minhas mãos estavam...
Murcharam, perderam a delicadeza,
Perderam a vida, perderam a beleza...
Assim como eu, as flores também morreram.