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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Tua Ausência


A tristeza me consome por dentro,
Sinto um vazio e a solidão já se tornou rotina.
Ao entrar naquele lugar eu senti um forte aperto no coração
Como nunca havia sentido antes.
Fui até você, e então meu frágil coração estilhaçou-se feito
Vidro ao vê-lo dentro daquele caixão em meio as flores coberto por um 
manto branco, com uma expressão tão serena, sobrancelhas levemente arcadas, 
Como se estivesse dormindo profundamente...
Vejo os dias e as noites passando bem devagar, isso me deprime pois
Eu sei que tu não retornará para permanecer ao meu lado.
Sinto-me mais sozinha do que nunca e tento controlar 
Minhas emoções, mas é tudo em vão.

Parece que arrancaram um pedaço de mim, sua ausência me faz sofrer.
Sua presença era tudo, pois ao teu lado eu me sentia segura.
Dói mais do que eu imaginava...
Só de lembrar daquela cena dolorosa meu coração se entristece,
Pois a tua morte foi o fim para mim.
Mergulhei num mar de escuridão sem fim e decidi ali permanecer
Até que as memórias parem de me torturar dia após dia.
Meu coração está sangrando e isso parece nunca ter um fim.
É isso que eu recebo pelas escolhas que eu fiz?

Lamúrias da Morte do amor.


Tu que tomara de mim o tempo que eu já não tinha,
Também tomara conta de meus pensamentos e até mesmo de meu coração.
 Como uma serpente peçonhenta envenenou-me... 
Com tuas doces palavras me arrancou o coração friamente...
Me fez morrer por dentro, desmoronar e por mais uma vez me deparar com a dor.
Admito que falhamos com nosso coração, nossos sentimentos, nossas escolhas
E até mesmo com o que um dia pôde ser chamado de "NÓS".
Me senti uma fracassada e a solidão voltou a ser minha melhor amiga; 
''Minha fiel companheira.''

Deste trágico acontecimento restaram apenas as malditas lembranças em minha mente,
Um coração quebrado, um amor recalcado e uma alma presa dentro de uma escuridão sem fim. 
Você quebrou o nosso elo, desfez a confiança, o amor, o carinho, a cumplicidade, 
A alegria e até mesmo nos desfez, e jogou fora o amor de quem te queria bem.

Hoje, livro-me das malditas lembranças do amor que nunca floresceu.
O pobre e louco amor que antes mesmo de florescer, 
Acabou sendo assassinado por ti que fizestes ele nascer dentro de mim 
E que hoje não habita mais a antiga morada.  
O amor morreu quando o meu sonho de ficar ao teu lado acabou. 
Sendo assim, declaro em voz alta a morte do amor.