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sexta-feira, 29 de junho de 2012

A Doce Donzela Insana...

 

Contemplando as estrelas do céu,
A jovem doce donzela insana
Passa horas trancada neste quarto,
Passa horas refletindo...
Um dia inteiro deitada na cama,
Vê vida passar lentamente.
Por segundos fecha seus olhos;
Lhe vem á mente mil coisas ao mesmo tempo.
Chega á pensar nos tempos de quando
Vivia uma vida maravilhosa,
Nos tempos em que sorria,
Nos tempos em que era feliz.

Então volta pra si; volta por si;
E se depara com a triste realidade.
Atormentada pelos fantasmas
De sua mente já perturbada,
Chora em silêncio; sua alma grita.
Sofre calada; Será que é o fim?
Se pergunta como pôde chegar á este ponto crítico,
Á este estado lastimável...
Tem pena de si mesma, se diz inútil.

Pegou a solidão, dançou na escuridão.
Melancolia terrível; eis o fardo que carrega.
Já não tem mas esperanças de começar outra vez.
Vê coisas que outros não vêem,
Ouve o que os outros não ouvem,
Sinte o que os outros não sentem...
Seria ela um algum tipo de aberração?
- Insanidade. -
Sente o vazio dentro de si, lhe dominando
E tal vazio não há como ser preenchido.

Abandonada em um quarto escuro e frio,
Cujas paredes tem espinhos.
Oh! Lugar sombrio, de ar tenebroso,
Estrutura abalada, condição precária,
Cor de lilás, silêncio mútuo.
Oh noite, traga á ela a alegria de viver!
Oh bela noite, sejas amiga desta nobre donzela que chora!
Oh noite, doce e suave noite, caia e traga á ela a alegria.
Oh noite!...

E suspira, e ri, e grita, e chora; já tomou sua decisão.
A última coisa que quer nesta noite triste é ver as estrelas.
Pega o punhal, suspira, fecha os olhos e chora...
Lentamente sentira o punhal entrando e perfurando seu peito,
Na hora sentira uma dor tremenda, cravara o punhal todo em seu peito.
De repente tudo escureceu; a doce donzela havia morrido.
E então o pesadelo havia acabado; deixou tudo pra lá,
Se libertou dos fantasmas que em sua mente ficavam á lhe perturbar...
A doce donzela insana, havia se juntado as estrelas que contemplava
Todas as noites, da janela de seu quarto.

domingo, 3 de junho de 2012

O Abandono...



Mas um dia que se vai, a noite se aproxima lenta e serena,
Vai caindo ligeiramente trazendo consigo meu eterno sofrimento.
É tudo tão igual, sem graça, sem cor e sem vida...
Me sinto fraca, parece magia, ao cair da noite
Me afogo nessa terrível melancolia.
Atordoada, perturbada e sendo atormentada por meus próprios
Fantasmas, pois ao cair da noite esta situação toda me deixa pasma.
Preciso agir imediatamente. E eu luto, eu insisto, eu resisto
Mas a vida não me oferece nenhuma solução...

Enfim caiu a noite, lenta e serena; trazendo consigo meu eterno sofrimento.
O céu está limpo, não há nenhuma estrela á brilhar para mim hoje,
Sinto que até as estrelas que sempre estiveram ali
Brilhando todas as noites para mim, hoje me deixaram,
Nem mesmo elas querem me ver.

Um silêncio repentino toma conta do lugar, minhas mãos gélidas
Tocam meu rosto pálido, fisicamente eu estava ali.
- Sim; apenas fisicamente. -
E de repente me bate um vazio no peito, vem a angústia,
A asfixia, a agonia, simbolizando que meu pesadelo acabara de começar.
Eis que fecho os olhos, quero sumir daqui,
Há coisas nesses lugar que trazem tristes lembraças...
Oh dor, és prazer...
Oh dor, és viver...
Oh dor, és um pranto...
Tormenta! Já não sinto o pulsar de meu triste coração.