
Mas um dia que se vai, a noite se aproxima lenta e serena,
Vai caindo ligeiramente trazendo consigo meu eterno sofrimento.
É tudo tão igual, sem graça, sem cor e sem vida...
Me sinto fraca, parece magia, ao cair da noite
Me afogo nessa terrível melancolia.
Atordoada, perturbada e sendo atormentada por meus próprios
Fantasmas, pois ao cair da noite esta situação toda me deixa pasma.
Preciso agir imediatamente. E eu luto, eu insisto, eu resisto
Mas a vida não me oferece nenhuma solução...
Enfim caiu a noite, lenta e serena; trazendo consigo meu eterno sofrimento.
O céu está limpo, não há nenhuma estrela á brilhar para mim hoje,
Sinto que até as estrelas que sempre estiveram ali
Brilhando todas as noites para mim, hoje me deixaram,
Nem mesmo elas querem me ver.
Um silêncio repentino toma conta do lugar, minhas mãos gélidas
Tocam meu rosto pálido, fisicamente eu estava ali.
- Sim; apenas fisicamente. -
E de repente me bate um vazio no peito, vem a angústia,
A asfixia, a agonia, simbolizando que meu pesadelo acabara de começar.
Eis que fecho os olhos, quero sumir daqui,
Há coisas nesses lugar que trazem tristes lembraças...
Oh dor, és prazer...
Oh dor, és viver...
Oh dor, és um pranto...
Tormenta! Já não sinto o pulsar de meu triste coração.
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